Aventura era meu sobrenome, sempre gostei de sair do normal, da vida monótona que levamos. Lembro de uma aventura de risco pela qual passei há pouco tempo. Estava preste a cair de pára-quedas, enquanto o meu acompanhante checava sua segurança fui à beira do helicóptero para ver a altura que nos encontráva-mos. Ao chegar perto da porta, tropecei num dos materiais de segurança e cai sem nenhuma instrução de como abrir o pára-quedas. Foi quando um dos meus acompanhantes saltou de imediato e me abordou. Confesso que por alguns instantes pensei que morreria, mas foi quando fui salva. Que medo, mas que radical quero de novo.
A minha vida foi sempre assim, uma verdadeira aventura. Mas sozinha dentro do meu quarto percebi que mais nada me trazia aquela sensação de antes. Eu queria algo novo, mas já tinha feito tudo o que nunca imaginava fazer, nada mais saciava aquela alma sedenta por aventura. Foi quanto decidi ir atrás. Levantei, fiz minha mochila, pus tudo o que me séria necessário e sai.
Andei por muitos lugares, conheci pessoas e coisas jamais vistas em toda a terra. Na verdade eu não sabia onde estava só sabia que um dia encontraria aquilo que tanto busco. Neste exato momento me encontrava numa cidade pequena, muito simples. Enquanto caminhava avistei de longe uma floresta, e bem no alto dela havia uma colina, não uma colina qualquer, muito menos parecida com as que subiam para saltar. Caminhei em direção a tal, com um olhar firme e determinado. Entrei na floresta e fui caminhando, foram dias cansativos. Num dia o calor era de ferver dentro d’alma, outro de congelar o coração. Minhas pernas já não agüentavam pisar aquele solo pedregoso. Jaz não tinha como voltar, horas, não sabia o caminho em que ia muito menos o de voltar, meu corpo desfalecia a cada dia, feridas e calos me acompanhavam, mas sempre avante. Foi quando avistei ao longe uma casa que muito me chamava à atenção, era uma casa completamente diferente, tinha de tudo, a sua cor na verdade eram todas as cores, seus arranjos e sua decoração tinham de todo o gosto e de todo o tipo. Nem por entre as nuvens senti algo tão medonho como aquilo. Aproximei-me e senti dentro de mim que ali encontraria o que há anos tenho buscado. Bati em sua porta, mas ninguém abria para mim, insisti por que dali não arredava o pé, não voltaria atrás, não desistiria. Foi quando percebi que minhas batidas ecoavam dentro daquela casa, não me contive e entrei. MEU DEUS! Exclamei com o grito mais profundo que minha alma já tinha dado. Não acreditava no que via, nem sabia o que pensar. A casa estava vazia, não tinha nada dentro, completamente nada, nenhum móvel, nenhuma cadeira, e para completar havia apenas um cômodo que o que estava. Minha alma amargurou-se, não podia acreditar que tudo tinha passado tinha sido em vão, até o meu coração estava velho e pulsava pouco depois de tanta busca. Fui mais afundo, fui até o meio daquela sala, quando aos fundos vi uma porta, aproximei-me para ver de perto, pois, meus olhos já estavam gastos, foi quando de perto vi que algo estava escrito naquela porta. Assim que li me assustei, mas me firmei de imediato. MORTE. Era o que estava escrito na porta. Depois de tudo que havia passado e vivido para chegar ali, quem era a morte para me amedrontar. Segurei firmemente na maçaneta e abri. E ali dentro vivi coisas jamais vividas enquanto vida. Muitos têm medo da morte, outros nem gostam de falar seu nome, chamam isso de praga ou coisa assim. Eu. Não a temo nem a desejo, mas quando ela se encontrar na minha frente não recusarei seu pedido e entrarei disposta a viver. Adentro daquela porta tive uma verdadeira aventura, pois, mais do que viver é morrer!
Suellen Cristina 26/01/2011
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